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Coluna Saúde

Tratamento da Insuficiência respiratória visa melhor qualidade de Vida


Insuficiência respiratória é a incapacidade do sistema respiratório de manter suas funções básicas, ou seja, a oferta de oxigênio ao sangue arterial (oxigenação) e/ou remoção adequada do gás carbônico do sangue venoso (ventilação). Pode ser aguda, com potencial risco de vida devido aos tecidos não possuírem estoques de oxigênio, ou crônica.

Uma das causas possíveis é a hipoxemia, queda de O2 no sangue arterial, decorrente da dificuldade na troca de oxigênio entre o alvéolo e o capilar pulmonar, característicos de doenças respiratórias agudas, como pneumonias ou hipercapnia (acúmulo de CO2 no sangue venoso). Em sua manifestação aguda, pode gerar crises asmáticas graves e exacerbação de DPOC, ou de uma forma mais lenta, como nas doenças neuromusculares.

Nestes casos, por mecanismos distintos, de acordo com a patologia, ocorre a perda de força da musculatura respiratória, levando à ineficácia da tosse e a hipoventilação com retenção de gás carbônico no sangue, explica o Dr. Ricardo Goulart Rodrigues, presidente da subcomissão de terapia intensiva da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

É essencial realizar a avaliação funcional de vias aéreas e pulmonares dos portadores de problemas neuromusculares periodicamente para estimar a evolução do acometimento respiratório e iniciar medidas preventivas e terapêuticas com antecedência, visando manter o conforto respiratório e a qualidade de vida. Entre os exames que permitem esta avaliação, indica-se a espirometria, oximetria de pulso, medidas de capacidade vital, pico de fluxo de tosse, pressão inspiratória e expiratória máximas.

A terapêutica deve englobar, além do tratamento específico de cada patologia, o suporte ventilatório, de acordo com o grau de perda de função respiratória. Pode variar de técnicas para eliminação de secreções até a utilização de ventilação mecânica não invasiva com dois níveis de pressão (BIPAP), inicialmente durante a noite, a fim de melhorar a qualidade do sono, os gases sanguíneos e a taxa de declínio da função pulmonar, com nítida melhora na sobrevida do paciente.

Com a evolução da insuficiência e perda da força da musculatura respiratória, torna-se necessário a utilização de ventilação não invasiva durante o dia ou de peças bucais acopladas a um ventilador mecânico domiciliar. A opção pela traqueostomia somente é indicada em situações de intolerância à ventilação não invasiva ou por grave acometimento da musculatura bulbar, por prejudicar os mecanismos de defesa das vias aéreas.

“É fundamental destacar a importância da prevenção e avaliação periódica pulmonar; cada possibilidade terapêutica deve ser apresentada e discutida com o paciente e sua família, visando sempre à manutenção do bem estar e a qualidade de vida”, conclui dr. Ricardo.


ESPAÇO MÉDICO

Ministério da Educação anuncia 22 cidades que poderão abrir cursos de Medicina

O Ministério da Educação informou hoje, 2 de abril, que 22 municípios de oito estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foram pré-selecionados para receber cursos de Medicina em instituições particulares. As cidades possuem mais de 50 mil habitantes, estrutura de saúde e equipamentos públicos, segundo o MEC.

A medida integra o conjunto de ações do programa Mais Médicos e, conforme edital, prevê a abertura de 1.887 vagas, prometida em 2013, após manifestações populares. A intenção é, no médio prazo, oferecer 600 mil médicos distribuídos em todo o país, tornando desnecessário, com isso, a contratação de médicos estrangeiros. Até 2017, o programa prevê a criação de 11,5 mil vagas, com impacto direto a partir de 2026, de acordo com o Ministério da Saúde.

“O governo continua insistindo na abertura de escolas médicas sem levar em consideração as condições de ensino, tanto do ponto de vista do corpo docente como da estrutura adequada para a formação, que inclui laboratórios e hospitais-escola. A formação dos médicos no país está se deteriorando gradativamente, graças ao aumento de instituições que não oferecem o mínimo para o ensino. Isso resultará, certamente, no agravamento da situação assistencial do Brasil”, afirma Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina.

Sobre o número de médicos, Meinão insiste no que dizem as entidades de classe, de que não existe número insuficiente de profissionais, mas, sim, inexistência de políticas públicas e de carreira, que favoreça a distribuição adequada de médicos por todas as regiões do país. “Faltam boas condições de trabalho, boa remuneração e garantias aos médicos, que, por insegurança, optam por cidades maiores. É, sem dúvida, um equívoco e a saúde da população é quem sofrerá com as consequências”, acentua.

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