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Por um Mundo Melhor: O despertar do amor

Irmãos e irmãs muito amados. Um ano se foi e um novo se inicia. É um ciclo que ora nos intui no desejo de melhores dias, esperanças renovadas e no esquecimento de momentos nem sempre agradáveis. Na contra partida, desejamos para o novo ano uma atitude coerente de grandes mudanças em nosso modo de agir e pensar. Muitas são as propostas que a nós mesmos colocamos. Maior empenho em nossas realizações; maior comprometimento em prol do bem comum, mais compreensão e carinho com nossos entes queridos. Diante de tantas conjeturas; prefiro focar-me com maior atenção no amor. Em específico, o amor conjugal. A primeira descoberta em relação ao amor, é que ele existe. A segunda é que ele igualmente acaba. Se, irá descobrir pela própria experiência, é uma escolha que lhe é própria. Sabemos que a conquista é o despertar do amor. Uma vez despertado, este se alimenta da própria chama. Mais do que jogo de palavras, esta imagem traduz a verdadeira natureza do amor: não é frágil e nem efêmero, porém não é eterno. Quando permitimos que se alimente única e exclusivamente da própria chama, estamos condenando-o às cinzas. A chama do amor nutre-se dos mesmos ingredientes que possibilitaram a conquista, com uma diferença fundamental: quanto maior for o tempo de convivência, mais presentes estes se deverão fazer. A rotina em meio ao vazio é o carrasco de qualquer amor, por mais vigoroso que este seja. Tão simples em sua natureza, chega a ser surpreendente constatar o quanto é continuamente desprezado por uma grande parcela dos casais. Orientados por estranha lógica, homem e mulher passam a se considerar proprietários um do outro. E quanto mais seguros; menor o valor que atribuem. Desfeito o carisma com que cada um cultivava ao outro, em termos de lucro, sentem-se espoliados. Amaldiçoam o dia em que trocaram o primeiro olhar. Percorrem este caminho, somente os que não reconhecem o amor como uma obra eternamente inacabada. Oculto em todo relacionamento em decadência, existe a falta de diálogo e a falsa interpretação. Talvez esperassem demais um do outro. Quem sabe, ocupados em apenas serem satisfeitos, esquecem-se de igualmente satisfazer? De qualquer forma, desorientados pelo silêncio do outro, foram incapazes de perceber o próprio silêncio. Essencialmente o que ambos esperavam juntos, é serem eternos conquistadores e conquistados. A única maneira de assegurarem-se disso é através do diálogo contínuo, baseado no respeito e confiança mútuos, evitando o acúmulo de tensões e problemas que poderão comprometer irremediavelmente a estrutura do que poderia ser um belo relacionamento.

Na certeza de terem para 2017 um amor constantemente renovado, desejo-lhes para o novo ano, dias repletos de grandes realizações!

Maria de Lourdes de Lima Gazetta. Membro da AFIPE. (ASSOCIAÇÃO FILHOS DO PAI ETERNO).

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