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O que fazer com sucatas de computador e outras velharias eletrônicas?

Enquanto não se leva a questão ao patamar de sua seriedade, acumula-se, até por desinformação, um lixo altamente poluente e que a maioria da população não tem a menor idéia do que fazer com ele



Quando, em decorrência do tempo de uso ou da evolução tecnológica, precisamos descartar aparelhos e componentes eletrônicos diversos, principalmente de informática, emerge a pergunta: O que faço com isso? Deixar simplesmente na lixeira para serem levados pela coleta de lixo?

À velocidade em que as tecnologias são substituídas, antigos vão se tornando obsoletos e advêm a necessidade de espaços adequados para seu descarte. A maioria dos componentes eletrônicos não pode ser tratada como lixo comum, inclusive, peças de computadores, câmeras, rádios, tv's, aparelhos de som, aparelhos elétricos, lâmpadas, celulares, baterias e demais metais pesados, pois, uma vez descartados inadequadamente, certamente irão poluir o solo ou até lençóis freáticos, inclusive, a atmosfera caso sejam queimados.

O curioso é que pouco se fala a respeito. Enquanto não se leva a questão ao patamar de sua seriedade, acumula-se, até por desinformação, um lixo altamente poluente e que a maioria da população não tem a menor idéia do que fazer com ele.

A atual legislação ambiental do estado de São Paulo, de 2008, que trata especificamente dos resíduos sólidos, os equipamentos eletrônicos nem citados são e, na esfera da legislação nacional, a resolução que trata do assunto está em revisão há anos no CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente).

“Ante a preocupação com a poluição ambiental por parte de aparelhos e componentes eletrônicos obsoletos, a nossa empresa não os destina ao lixo comum ou outro local no município, mesmo porque em Itápolis, infelizmente, não há coleta e, tampouco, local para seu descarte. Todo esse material, incluindo de nossos clientes, é acumulado ficando à disposição de recicladores advindos de cidades vizinhas”, explana Alessandro dos Santos, proprietário da ADV Informática.

De acordo com informações da secretária de Desenvolvimento Ambiental, Natália Polaco Branbilla, o setor vem desenvolvendo um intenso trabalho neste sentido, inclusive, emitiu um questionário que foi enviado por e-mail as diversas empresas que atuam com esse material na busca de informações sobre o destino que têm dado aos eletrônicos obsoletos. A maioria dos que já responderam afirma, segundo a secretária, que tem repassado aos coletores de recicláveis de eletrônica e materiais pesados diversos.

Enquanto a municipalidade estuda uma destinação adequada, a qual a secretária informa que estará disponibilizando em breve, a população, exceto clientes de algumas lojas do setor, como do caso da ADV Informática, fica sem saber o que fazer com esse tipo de lixo.

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