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Marcos Schneider: A diferença entre as nações pobres e ricas não é a idade

Enquanto os brasileiros continuarem, como nação, pensando e atuando de forma paternalista com relação ao poder público, nunca chegaremos a ricos e continuaremos sempre sendo subdesenvolvidos


A diferença no processo de desenvolvimento entre países ricos e pobres não é simplesmente a idade do país como muitos pensam. Vejamos por exemplo, o caso de países como o Egito e a Índia, cronologicamente milenares e são considerados, nos atuais indicadores de crescimento, como pobres.

Na contramão desta realidade temos a Austrália e o Canadá que há aproximadamente 150 anos quase não existiam e hoje, são países com elevado grau de evolução, analisando os padrões mínimos de desenvolvimento social.

A diferença também entre países ricos e pobres não está diretamente relacionado apenas aos recursos naturais disponíveis. O Japão, por exemplo, cujo território é 80% montanhoso, inadequado para a agricultura ou agropecuária, sofrendo constantes problemas de ordem natural, de caracterização geológica e geomorfológica, porém, é hoje a segunda economia do mundo. Os japoneses administram uma imensa fábrica flutuante, importando matérias-primas de todo o mundo e exportando produtos manufaturados, resultado do longo de sua história, do grande potencial e investimento social ofertado principalmente pela “parceria poder público e sociedade”.

Outro exemplo é a Suíça, onde não cresce cacau, mas produz os melhores chocolates do mundo. Em seu pequeno território, ela cuida de suas vacas e cultiva a terra apenas por quatro meses ao ano, não obstante, fabrica os melhores produtos do leite. Um pequeno país que é uma imagem de segurança, tornando-se o banco mais forte do mundo.

Mas, afinal, qual é a diferença entre Países Ricos e Países Pobres?
A diferença principal entre as nacionalidades ricas e pobres é a atitude e valores do indivíduo moldada ao longo dos anos, pela Educação e pela Cultura adquirida perante o meio ao qual ele pertence. Este meio bem construído caracteriza os valores básicos de uma nação organizada. Na grande maioria dos países ricos e desenvolvidos, a sua “nação” busca os seguintes princípios de vida, tanto pessoal como profissional, em prol do desenvolvimento do coletivo.

A ética como princípio básico: Este é um dos principais valores de cunho pessoal que transcende para a sociedade. Valores éticos se conquista a cada instante pelo aprendizado correto e sua aplicabilidade.

A educação e o refinamento do conhecimento: Valores básicos e fundamentais de cada indivíduo no convívio social. A educação não está diretamente relacionado à “busca de conhecimento”, mas sim, a valores dados e adquiridos que começam na própria estrutura familiar, no conhecimento técnico e profissional adquirido resultando na organização harmoniosa da sociedade.

O respeito às leis: Este é um dos valores que, infelizmente, esta entrando em extinção independente da sua nacionalidade. O respeito e o conhecimento das Leis e da Ordem Nacional é um dos principais valores que pauta um excelente convívio em sociedade.

O respeito pelo direito dos demais cidadãos: Este também é um princípio que está entrando no esquecimento do coletivo e se tornando um fator de banalização social. É importante ressaltar que, particularmente no Brasil, o direito e respeito ao próximo está amparado na Constituição Federal. E só questão de cumpri-lo!

Portanto, falta ao povo brasileiro, mais integridade, responsabilidade, respeito pela legislação e regulamentações, respeito da maioria dos cidadãos pelo direito, amor ao trabalho, esforço para poupar e investir, vontade de ser produtivo e pontualidade.

O fato de o Brasil ser um país pobre e de 3º mundo, não é porque nos faltam recursos naturais ou porque a natureza é cruel conosco e sim, porque falta-nos a vontade de seguir e ensinar esses princípios básicos instituídos nas sociedades desenvolvidas. Nos países mais evoluídos, a sociedade está inserida em um grande contexto em prol do desenvolvimento e não na transferência de problemas para o poder público, sejam eles de cunho social, econômico, ambiental, etc...

Criar esta parceria entre os principais personagens do desenvolvimento de uma nação é mais do que necessário para obtermos excelentes resultados em todos os níveis. Enquanto os brasileiros continuarem, como nação, pensando e atuando de forma paternalista com relação ao poder público, nunca chegaremos a ricos e continuaremos sempre sendo subdesenvolvidos.

Por Marcos Schneider com adaptação de Walter Campos

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